terça-feira, 21 de março de 2017

Cachorrinhos!!!!!

Oi gente!

Boa tarde!

Como vocês estão?

Espero que tudo esteja bem: com muita saúde, paz e amor.

Eu estou bem, apesar de temporadas de reclusão e de pensar efetivamente na vida.

Estou trabalhando bastante, muito mesmo e com esta crise levando tantas famílias ao desespero, não podemos reclamar.

Muita gente desempregada, muita gente tentando ganhar o pão de cada dia da maneira que lhe é possível... (não estou falando das pessoas que querem ganhar a vida de falcatruas).

E a cada dia agradeço pelos meus filhos, que são o meu maior tesouro. Por eles eu luto. Por eles eu quero acreditar que esse mundo pode ser um lugar melhor.

Ver as crianças crescendo, brincando e brigando (também!) não tem preço.

O Pedro já está um mocinho, a Vivi idem.

Mari, Nicolas e Fefo, cada dia mais travessos. Como o tempo passa rápido.

Ontem o Fefo era um bebê.

Hoje, fala tudo e cada coisa que agente morre de rir.

Este fim de semana, fomos pra casa da sogra. O sogro veio buscar-nos e quando estávamos no carro, meu sogro fez uma manobra e ele solta: "Vovô, você está na contramão!" kkkkkkkkkk

Da onde ele tirou isto????

Esta semana, ele escovando os dentinhos, tira a escova da boca e solta: "Matei um bicho!"

kkkkkkkkkkkkkkkkk

Maluquinho!!!!

E está numa fase de cachorros, cachorrinhos, au-au pets e patrulha canina.

E pirou depois que a Lila, deu cria de 6 filhotinhos... Ele ama os fofuchos!

Se vamos brincar, ele quer ser o cachorro.

O Nicolas, foi para o segundo ano. Ainda não está alfabetizado.

E de todos é o mais preguiçoso para tudo que deve trabalhar o intelecto, mas, em compensação, as pernas não param. O menino que tem formiga na bunda!

E assim, dia após dia, vamos vendo o progresso e a personalidade dos nossos pequenos.

Acho que todo mundo que tem criança em casa sente isso.

De repente um Bummmmmmm!

E eles já começam a ficar mais altos que agente, ter pelo no sovaco, barba na cara... Só não reclamo muito, porque o Pedro e a Vi, ainda adoram abraço e beijinho. E eu que vivo fugindo do Pê, por que ele literalmente se joga em cima de mim. kkkkkkkkkkkk

É muito amor!

E é assim que deve, ou pelo menos deveria ser.

O amor é o "bem" mais precioso do mundo. I believe!

Bjs,

Dani

  









quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Um tal, Bolo de Fubá



Sabe aqueles dias que você quer comer a geladeira?

Se você for uma amiga leitora, vai dizer: claro!!!!

A nossa parceira de caminhada por um longo tempo de nossa vida, a TPM, vem nos lembrar da existência de tudo que tem cacau, leite condensado, açúcar e gordura, em datas especificas de cada mês.

Esse mês, meu doce desejo foi por bolo de fubá.

Aquele, quentinho saindo do forno, fumegando, com erva doce e um toque de canela... (já estou salivando novamente)

E aí, no paraíso das maravilhas da  cozinha, me deparo com Carolina Brandão, Chef de Cozinha, sócia da Chef Carla Pernambuco (que eu amo de paixão), e doceira de mão cheia.

E eis o bolo de fubá mais incrível do mundo, todo batido no liquidificador e com textura de pão de ló (só que sem aquele gosto tenebroso de ovo! eca)

Mas, a história não foi perfeita assim...

Estava fazendo uns pães e falei pra Vi bater a massa do bolo.

Como sou exagerada por natureza, achei melhor dobrar a receita, e aí começou o debate a cerca de qual assadeira deveria ser posta a massa.

A única certeza é que tinha de ser a forma de pudim.

Rendeu isto, hein?

Minha mãe começou a dar pitaco, falando que podia ser uma forma tal, que sempre faz naquela... Mas também deu pitaco na receita, "a minha receita não é assim"... (a, e como amo, quando ela começa com os discursos sobre receitas...) e a Vi, (tadinha) já não sabia onde punha a massa.

Fui no armário de formas e peguei uma bem alta de furo central, julgando que pela quantidade da massa, era aquilo.

Mas aí, quando voltei, ela já tinha posto na assadeira que minha mãe tinha falado e a massa, sobrou... Pegou uma forma pequena para por a sobra da massa. OBS: Segundo a teoria de bolo de fubá da minha mãe, como o fubá é mais pesado ele assenta na forma e não cresce tanto.

Eu olhei, e falei: "Já era!", ao passo que a Vi, já tava doida.

Bolo no forno, e aí começa o novo drama: o bolo começa a crescer, crescer e pingar, escorrer, enfim, só meleca.

Começa o cheiro de queimado. E já vi a cara do meu pai, com o cheiro do bolo, posto que ele não suporta nem cheiro de pipoca... nem de tapioca... nem de, a deixa pra lá!  Todos os cheiros o perseguem!

E comecei a ver o que faria pra salvar o bolo e o fogão.

Mas nenhum dos dois teve jeito.

Bolo, vulgo massa mole, no lixo e fogão sob a limpeza e supervisão da minha mãe.

Salvou-se o bolo pequeno, mas pequeno mesmo!

Felipe, Nicolas e meu pai deram cabo do pequeno bolo de fubá.

Mas, eu não me dei por vencida!

De noite, sem temer as consequências, fui novamente matar as minhas lombrigas.

Ah, claro, só fiz uma receita, pois a mesma dobrada, vi, também era um exagero.

Bati tudo no liquidificador, menos o fermento.

Mas olhava pro liquidificador e achava que tinha pouca massa. Mas achei que era coisa da minha cabeça.

Untei a forma, pré aqueci o forno e era só esperar! (nhami, nhami!)

Vinte minutos depois começa a quele cheirinho pela casa.

Eu já estava impaciente.

E eis que em 40 minutos o bolo estava pronto!!!!!

Uhuuuuuuuu!

Deixei esfriar, um pouquinho, mas só um pouquinho mesmo, e achei que a aparência estava diferente do pequeno bolo.

Pensei "vai ver que é a quantidade de massa".

Cortei, estava perfeitamente assado e dei uma bela bocada!

Ops!!!!

Mas...

Eu esqueci de por o açúcar na massa do bolo!

E ai que o bolo, virou uma torta salgada (sem sal) de fubá, que todo mundo amou.

Salpiquei queijo parmesão, orégano e comemos com requeijão.

E até agora estou chupando o dedo para comer o bolo de fubá.

Mas sábado, vou me empanturrar!!!

Só de raiva vou fazer uns três, com versões de goiabada, canela e tradicional! Só pra mostrar que sou persistente e que quem manda na cozinha sou eu!

E pra vocês que ficaram curiosos, segue a receitinha aí em baixo.

A e se vocês fizerem, me contem o que acharam. Se exagerei ou não.

Encerro com pitadas de açúcar (para nunca mais esquecer!).

Beijokas,

Dani Nunes  

bolo fuba las chicas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Uma singela homenagem para você, Tice...

As pessoas tem diversas formas de demonstrar suas emoções.

Algumas riem (de dor e nervoso); choram; gritam ou falam. Outras calam. Outras escrevem.

No meu caso, sou uma mistura de tudo isso.

Mas as vezes, mesmo falado tudo que tinha de ser dito, de ter chorado, ter rido, tenho a necessidade de escrever. E é exatamente isto, que estou fazendo agora, escrevendo.

Não se isso vai servir pra aplacar a dor da sua partida, mas pelo menos, posso expressar com as letras, o que a boca cheia, não consegue se esvaziar.

Escrevendo algumas palavras, para falar de você, Beatriz, Tice, Bê ou Branca de Neve (como muito dos seus amigos te chamavam).

Você que virou uma estrela.

Uma linda estrela no céu do Senhor.

Mas sabe, mesmo que você habite agora no céu (oque de certa maneira nos traz consolo) e que de alguma maneira especial possamos te ver e sentir, e mesmo que isso tenha sido a vontade de Deus, digo ser difícil.

Tenho lembrado muito da nossa infância.

Nós os primos, fomos criados juntos. Na verdade, acho que somos todos irmãos de mães e pais diferentes. Tenho pensado muito na nossa trajetória; de todos nós.

A sua, (trajetória) foi muito curta. Não era nem de longe uma senhora, no auge de seus 38 anos.

Penso que quando você acordou aí do lado de Jesus, teve uma baita recepção.

Falei isso pra sua mãe.

Muita gente que amamos estava aí pra te receber: teu pai, a vó, o vô, teus avós paternos, a sua tia Lurdes, e tanta gente querida!

E acho, que apesar de você estar triste com a sua partida precoce e ter deixado sua família por aqui, ficou feliz com o reencontro.

E também entendi que a partir de agora, mesmo que de longe, você vai cuidar dos seus amores aí de cima.

Pensei também que Deus ama os bons.

Você não tinha mácula.

Sempre calma, serena, tranquila... Beatriz.

E olha, todo mundo fala a mesma coisa de você, não é uma, nem outra pessoa.

Tirando aquela menina de unhas cumpridas e afiadas que dava cada beliscão ardido, na hora de nossas brigas, (primos unidos X primos brigando X primos amando) você sempre uma delicadeza.

Era minha companheira nas brincadeiras. Você sempre se lembrava das minhas "apresentações" de dança, no qual eu fazia de você e das outras meninas da rua, minhas cobaias de dançarinas.

Eu pensando nas megas apresentações, de pedir pro Prefeito fechar a rua, pensando nos figurinos (que nunca existiram, por que nada do que a gente tinha tava bom! E eu era muito exigente) e você sempre ali cooperando com as minhas tendências artísticas. kkkkkkkkkkk Quantos micos!

Das artes e brigas que eu aprontava e você, seus irmãos e os meu irmão, eram cúmplices.

Eu inventava os clubinhos, o circo, as brincadeiras e você sempre ali.

Aí veio a adolescência.

Você passou a ficar bastante com a Mari e a Ana.

E depois de um tempo começaram os namoradinhos.

As idas e vindas de Iguape, onde curtimos muitoooooooo.

Lembro de uma vez que fomos pra Ilha, e eu, você, Mari e Ana, começamos a brincar de rodopiar até cair na areia da praia. Como demos risada naquele dia!

E foi lá também, que você conheceu o amor da sua vida, o Adriano. (e ainda vinha com a história de que ele parecia o Marcio Garcia - kkkkkkkkkkkk)

Muita coisa, né? rsrsrsrs

E parece que foi ontem. Éramos meninas.

Casamos, tivemos filhos. (Você e a tia, foram as primeiras a saber que eu estava grávida do Felipinho, que até então era menina... kkkkkkkkk E você ainda falou que iria me passando as roupinhas da Lele, que tinha acabado de nascer, lembra?)

Cada uma com sua vida e desafios.

Mas a vida não é isto?

E lutas...

E você lutou bravamente.

Lutou até o fim, sem nunca reclamar de nada e sempre agradecendo a Deus a cada dia, e por mais um dia.

Lutou por cada segundo.

E agora, o que quero guardar são todas as lembranças da nossa vida. Quero guardar a nossa despedida: eu te dei um beijo quando você e a tia me deixaram em casa, exatos 7 dias atrás. E falei que você podia contar comigo pro que precisasse. E você me disse que sabia.

Eu não quis ver o carro indo embora e corri pra dentro do portão, porque não gostei do que senti. Eu não quis aceitar a despedida, que no fundo, bem no fundo eu sabia, estava próxima. Mas, a minha fé, não quis se dobrar ao capricho do tempo e do destino.

E aí, você foi brilhar no céu.

Como eu, tem muita gente lamentando a sua partida. Você não imagina quanta gente tem me procurado pra saber o que houve, sem entenderem o por que. Mas como possso explicar, se nem eu entendo o que se passou. Você é muito querida.

E todos, todos usam os mesmo adjetivos para falar de você.

Também falei pra tia, você fez um ótimo trabalho com os seus filhos. Sim, ela é uma mãe maravilhosa que educou vocês no caminho da retidão, princípios e amor.

Eu sei que essa dor vai passar.

Eu sei.

Você tem uma família linda: uma mãe forte e batalhadora, irmãos de uma generosidade e amor infinitos, um marido nota 1000 que te amou e cuidou de você sem medir esforços (ele fez o impossível por e para você e é um paizão) e filhas adoráveis que refletem a tua luz.



Agora, o pé é aqui.

Só olhe por eles e por nós aí de cima e continue emanando essa linda luz que você sempre teve.

Um dia, agente se esbarra.

Me desculpe se não pude estar mais presente na sua vida.

Um beijo grande e luz!

Com amor,

sua prima Daniela









segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2017

Oi gente!

Como passaram as festas?

Tudo bem?

Por aqui tudo bem.

Natal com a minha família.

Fim de ano com a família do marido.

E entre toda comilança, 1 kg a mais na balança, bora correr atrás do prejuízo e mandar embora mais 10 kg no primeiro semestre.

Olha, lá: já começamos o ano com as promessas de emagrecimento, mas gente, eu comecei e agora vou até o fim.

Menos 30 kg na minha vida.

Não é por questão de beleza! (mas também tô feliz de caber nas roupas que não me serviam mais) Mas principalmente saúde.


"Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
                    Um monte de gente feliz!" Rita Lee


Depois dos 40 parece que as coisas ficam meio... devagar.

O corpo muda. Metabolismo de lesma!

A visão apaga. E como! Sabe aquelas velhinhas ceguetas que precisam por o livro e o celular lá trás pra enxergar? hahahahahahaha SOU EU!!!!

E vai ter um momento que vou ter que engatar na pista: seja pra fazer uma hidro, dançar funk ou correr na maratona. Vai ter que rolar. Coração, baby!

Devaneios a parte por conta da vida de quarentona, esse post é pra desejar Feliz Ano Novo.

Para você que me acompanha sempre. Para você que me lê, vez em quando. Para você que foge quando vê minhas publicações. Feliz Ano Novo!

E antes de virar o ano fiquei pensando como desejar um ano novo de verdade, e aí vem o guru indiano Sri Sri Ravi Shankar, falar da alegria que devemos transmutar. Emanar para ver acontecer.

Mas vamos falar sério: quem consegue vibrar alegria o tempo todo?

Então, eu vou ser mais humana, menos transcendental.


Meu Feliz Ano Novo vai com a música do Frejat, Amor pra Recomeçar, afinal é isso que fazemos no ano novo: Recomeçamos!



Eu te desejo não parar tão cedo 
Pois toda idade tem prazer e medo 
E com os que erram feio e bastante 
Que você consiga ser tolerante 
Quando você ficar triste 
Que seja por um dia, e não o ano inteiro 
E que você descubra que rir é bom, 
mas que rir de tudo é desespero 

Desejo que você tenha quem amar 
E quando estiver bem cansado 
Ainda, exista amor pra recomeçar 
Pra recomeçar 

Eu te desejo, muitos amigos 
Mas que em um você possa confiar 
E que tenha até inimigos 
Pra você não deixar de duvidar 
Quando você ficar triste 
Que seja por um dia, e não o ano inteiro 
E que você descubra que rir é bom, 
mas que rir de tudo é desespero 

Desejo que você tenha quem amar 
E quando estiver bem cansado 
Ainda, exista amor pra recomeçar 
Pra recomeçar 

Eu desejo que você ganhe dinheiro 
Pois é preciso viver também 
E que você diga a ele, pelo menos uma vez, 
Quem é mesmo o dono de quem.


Desejo que você tenha a quem amar 
E quando estiver bem cansado 
Ainda, exista amor pra recomeçar 
Eu desejo que você tenha quem amar 
E quando estiver bem cansado 
Ainda, exista amor pra recomeçar.
Pra recomeçar.


Então, amados: bom recomeço!

Beijos cheios de esperança da mãe de cinco.

See you again!







quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A perereca da Vovó Marcia

Oi gente!

Boa tarde!

Como estão na correria de Natal?

Por aqui, só as crianças empolgadas com a data.

Eu, só pensando no aspecto espiritual. Mas isto é papo pra outro post.

Depois de um post de lembranças e saudades, resolvi contar um "causo".

Há algum tempo atrás, minha mãe via televisão na sala de madrugada.

De repente, "ploft"!!!!!

Ela escuta um barulho no braço do sofá.

Vê uma manchinha e vai investigar.

Eis que tratava-se de uma perereca! Que de um salto, sumiu.

Minha mãe, em plena madrugada, empurrando todos os móveis da sala, tirando os quadros da parede, vasculhando os quatro cantos e a cadê a perereca?

De manhã, ela veio contar para todos nós o acontecimento da madrugada.

Falei pra ela: "Isso foi sonho, ou ilusão de otica! Perereca na sala, na selva de pedra? Tá bom!"

E convenhamos, se fosse no meio do mato, eu e a torcida do flamengo, acreditaríamos.

E de tempos em tempos, lá vinha a perereca, bater um papo com a minha mãe na madrugada.

Só minha mãe a via e depois contava do surgimento da "amiguinha".

Todo mundo tirava a maior onda da minha mãe.

Cadê sua perereca invisível?

E ela ficava louca da vida, por que não era louca. A perereca da madrugada existia e ponto final.

Até, que um dia desses, a Ana minha irmã, foi tomar banho e sai do banheiro esbaforida: "Olha quem está na janela do banheiro!!!!!"

E eis que surge toda melindrosa em meio a nevoa a perereca da Vovó!

kkkkkkkkkkkkkkkk

E a Vovó não estava presente para constatar a presença da companheira da madrugada.

Todo mundo foi conhecer a perereca.

Até que ela era bem simpática, para uma perereca. Cinza, pequenininha, como o papinho que toda perereca têm...

O Felipe ficou com medo e não queria mais entrar no banheiro e para que isso acontecesse eu tinha que fechar a janela.

Eu, vasculhava o banheiro inteiro, por que também tenho pavor das bichinhas saltitantes. (abafa)

Enfim, minha mãe ficou jogando na cara de todo mundo "Eu disse, não sou louca!" e a perereca deixou de ser um mito.

Mas depois da aparição, ela sumiu.

E nunca mais voltou.

Até hoje fico me perguntando, da onde ela surgiu.

Agora, ficou imortalizada como a perereca da Vovó.

Vai ver que ela arrumou um companheiro, e eles vivem na caixa d'água, nadando e coaxando (perereca também coaxa?)... (Eca) E daqui um tempinho venham apresentar os filhotinhos todos proza... (eca, eca - mais que lindo!)



E assim, termina o nosso "causo".

E quem souber que conte outro.

Beijinhos e até a próxima.

Dani







segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Saudade de você... de vocês...

Oi gente!

Tudo bem?

Como passaram o fim de semana?

Aqui trabalhando muito e embaixo de chuva, toró que Deus mandou pra limpar toda impureza, e tudo que é ruim.

Só que a coisa chata da chuva, é se molhar.

Mas quem sai na chuva é para se molhar; já dizia o ditado, então...

Hoje eu estou com saudade e estou escrevendo por causa dela.

Na realidade, todo ano, quando chega perto do Natal, fico tão saudosa, tão emotiva e com o coração tão cheio de amor, que as vezes me sinto sem ar.

Hoje, quando acordei, mesmo com um sonho conturbado, sabia que tinha sonhado com você.

E fiquei me acalentando para ver se a saudade diminuía.

Fazem quinze anos, exatamente hoje, que você foi morar com Jesus e  Maria.

E fazem quinze anos que me sinto meio órfã, meio abandonada.

Não liga não, pelas minhas lágrimas. É só muita saudade e com tudo que tem acontecido, tenho sentido muito a sua falta.

Porque você era meu porto seguro também.

E porque tem tanta coisa que me lembra você.

O gostinho de um arroz com louro, o tempero de um feijão, o bife acebolado, no qual eu dispensava a cebola.

Doce de banana.

Flores amarelas.

Torta de maçã.

O tricô.

O quile.

Falar bobeira.

Você sabia que vi um documentário da Romy Schneider, e pensei: será que minha vô sabia que ela era tão moderna assim, para aqueles tempos? RsRsRs

Ainda sou apaixonada pela trilogia da "Sissi". E tenho que assistir com a Vi.

Pela Noviça Rebelde, também!. Toda vez que passa uma reprise, lá estou eu chorando e cantarolando Sound of Music com a a Julie Andrews, rodopiando pela paisagem montanhosa da Áustria.

Penso, cada dia mais, que as crianças iriam te amar de paixão. Por isso, sempre falo de você e do vô, para saberem o quanto vocês eram maravilhosos.

Sempre conto as minhas travessuras na casa de vocês e na rua.

Falo das nossas conversas, das nossas risadas e do vô nervoso, quando eu fazia alguma coisa errada.

Mas ele nunca ficava bravo comigo muito tempo e se divertia com as minhas histórias, quando eu era mais velha...

A nossa família está enorme, aliás, você tem tantos bisnetos, que não sei como ficaria a questão dos seus peitos. E todos eles iriam te amar também.

Você sabe, que temos nos visto bastante. E sabe o porque. Mas acho que além do que atravessamos, unidos,  acho que era isso que você e o vô sempre quiseram.

Esse ano vou passar o dia 25 lá na chácara da tia Silvya, e acho que todos, ou pelo menos quase todos nós, estaremos juntos. E claro que vocês também estarão lá: no coração de cada um de nós.

 Só que de vez em quando, esse buraco no meu peito insiste em dar uma sangradinha.

Então, quando acordei, falei pro Carlinhos, será que faço uma intenção na missa? No cemitério não quero ir, você não está lá.

Só quero te mandar mil beijos, aí no céu.

Quero que você saiba que eu continuo te amando Vó Netty!

Que apesar da distância te sinto perto de mim.

E que um dia eu volto a te encontrar.

Obs: manda um beijo pro Vô e diz que eu também o amo ao infinito e além.


Sua neta,

Daniela










quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Tempo

Boa tarde, à todos os meus amigos leitores!

Saudade absurda de vocês e de postar!  Quantas idéias de publicações já inundaram a minha mente neste tempo que ando sumida.

Falta tempo gente. Muito tempo.

Dei risada quando escrevi há uns quatro anos atrás, que mal tinha tempo de ir ao banheiro, pois é! Isso nunca continuou tão atual na minha vida. Rsrs

As crianças estão crescendo absurdamente rápido. O tempo tem passado muito rápido.

Vocês também sentem isso?

Parece que você dorme em janeiro e acorda em dezembro.

E quando olho para as crianças eu tenho esta sensação tão viva, tão pungente, que ás vezes, me perco no meio do tempo.

O Pedro em janeiro, completa 15 anos! A Vi vai fazer 14; a Mari, 9; o Nicolas, 8 e o Fê, 3!

As crianças

A verdade é que corremos atrás de tanta coisa (geralmente trabalho, compromissos) e com esta crise financeira que o país atravessa temos que nos equilibrar pra ter as mínimas condições de sobrevivência.

Falando deste aspecto, para vocês entenderem como anda a minha rotina, tenho o meu negócio de festas (sociedade); abrimos uma barraca de hambúrguer artesanal (que atende em feiras noturna, gourmet e eventos - com a mesma sócia das festas); comecei a fazer marmitas especiais, e estou tentando me virar nos 30, para fazer as coisas acontecerem, por conta da crise e conseguir algum recurso. Aí, você junta tudo isso com 5 filhos que precisam de amor, carinho e atenção; o marido; a escola dos seus filhos; outras cositas mais que também tomam tempo, e aí: BUMMMMMMMMM! O tempo estoura como uma bomba na sua cabeça.

Não estou com este papo, para desmotivar ou assustar ninguém.

Nada disso.

Mas também por conta de tudo que tem acontecido ao nosso entorno, acho, que todos nós, paramos para pensar sobre o que de fato importa.

Mas, também é verdade, que precisamos resolver as coisas do dia a dia. Não adianta eu entupir os meus filhos de amor, se não tiver a comidinha deles no prato. E a vida é assim pra todo mundo.

E para que tenhamos o mínimo, acabamos abrindo mão de coisas que também são importantes pra gente, como uma cervejinha com os amigos, um almoço especial, uma visita à uma tia que agente ama e quer dar um abraço... e o tempo corre.

E como ter tempo pra tudo?

Ontem o Pedro falou pra mim: "Mãe eu quero você! Tô carente" (no auge dos seu 70 kg, com quase 1,70, se espichando em cima de mim, para caber no meu colo).

Nicolas doente. Felipe querendo colo e não entendendo por que eu tinha que ficar com o Nicolas. Tirando o Felipe de perto do Nicolas, por que não sabemos o que ele tem. Maria Clara tendo que finalizar as coisas da escola, para encerrar o ano. Victoria em crise por que o ano está acabando, por que o amigo vai mudar para o exterior, por que não consegue estudar com o barulho. A luz acaba. Todo mundo tomando banho no chuveiro a gás antes de escurecer. Comprar vela, porque acabou. Fazer janta a luz de velas. Jantar a luz de velas. Não conseguir fazer mais nada com as crianças por que não tem luz. Orar com seus filhos por tudo e por todos. Conversar com seus filhos sobre o mundo. Não dormir, para cuidar do seu filho doentinho. Volta a luz de madrugada. E lá começa outro dia...

Sem contar que o espelho não esconde as rugas, os cabelos brancos e o cansaço. 

O tempo gente, o tempo.

Enfim, termino as minhas reflexões.

Tentando ter tempo.

E tentando entender  o tempo.


Obs. 1  Muito catapora por aí. Mesmo em crianças vacinadas. Pode isso produção? Pode sim, pois a eficácia da vacina é de 70 a 90%, mas essa catapora em vacinados é mais branda.
Obs. 2 Preciso de férias urgentemente!!!! rsrsrs

Bjs,

Dani Nunes