segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cheiro de Biscoito

Pois é pessoal, mais um final de semana que se vai.... Estamos chegando em dezembro e naquela loucura, loucura, loucura o ano está acabando.
Começam as reuniões familiares para decidir as comidinhas do natal ( e convenhamos: passa ano e chega ano, o cardápio não muda! Quem faz tal prato, todo ano faz aquilo. Minha mãe todo ano é compelida a fazer: Farofa e creme de milho- aí, a família vai crescendo e a quantidade de latas que são utilizadas na receita também!).
Eu adoro o Natal. Mas desde 2001, ele não tem mais o cheiro que tinha...
Minha avó, era apaixonada pelo Natal. Se tinha uma data que transformava tudo ao nosso redor era isto.
Começava-mos a organizar as listas de compra. As listas de presente. Iamos ao bazar Débora, porque a minha avó comprava a maioria dos presentes dos adultos lá. Sabe aquele sistema de crediário em caderninho? A minha avó fazia compra assim em pleno século XXI.
Depois iamos ao Walmart, Carrefour e ao Pastorinho, comprar todos os ingredientes que ela precisava para preparar os mais diversos tipos de biscoitos: de mel, de frutas cristalizadas, de amendôas,  de laranja com farinha de milho, goiabinha, limão, o de cocô era divino...
Eu adorava ajudar a minha avó a fazer os biscoitos. Participava de todo o processo.
Amassava, abria a massa, cortava com o cortador para biscoitos...
Era o meu deleite...
E foi assim até o nosso último natal, só que não chegamos a fazer os biscoitos...
Eu estava grávida do Pedro, com um barrigão de oito meses. O Pedro é o segundo bisneto por parte da família da minha mãe.
Todo mundo estava muito feliz. Minha avó estava fazendo os casaquinhos de lã para ele.
Era dia 12 de dezembro de 2001, eu fui fazer o exame de pré natal e liguei prá ela prá contar que o Pê tinha cara de armênio, que era narigudinho... Demos risada, e ela falou que ele tinha prá quem puxar (o pai). Falei que se desse tempo passava lá mais a noite, mas como estava na correria para entregar algumas encomendas e estava fazendo bazar de natal, não deu muito certo.
Ela passou a tarde com minha tia Denise (irmã caçula dela), com meu avô, Tio Sérgio e meu primo Theo, que moram em Assis, e todo fim de ano vinham prá cá para as festas de Natal.
Ficou tricotando um casaquinho verde pró Pedro.
Mas a noite, ela passou mal e morreu. Assim, só morreu.
O resgate ainda tentou reanimá-la, mas não adiantou. Ela tinha ido embora.
Não participei do transtorno desta noite.
Por causa da minha gravidez, todo mundo ficou com medo de me contar.
No dia seguinte, 6:30 da manhã, minha mãe aparece na minha casa prá me contar, junto com minha prima enfermeira.
Meu mundo caiu.
Fui pra casa dela e o tricô tava lá no cantinho do sofá.
Entrei no quarto dela e meu avó sentado na cadeira olhando pro vazio.
Deitei na cama deles, peguei o travesseiro dela e chorei, chorei.
Naquele 12 de dezembro fez chuva e sol.
Escrevo isto e estou chorando, por que a saudade ainda doí.
O ano passado meu avó partiu.
Só ficou o "buraco" da ausência dos dois.
Agora todos os natais, eu me pergunto se os meus filhos vão desfrutar dos natais que eu tinha.
Se eles ainda vão sentir o cheiro daqueles natais...
Eu agradeço o privilégio de ter sido neta da Jeanette e do Aramis.
Eu os amava demais!
Mas sabe, apesar de toda a dor esta história tem um final feliz: a dois anos atrás, eu procurava as receitas de biscoito de minha avó e a maioria delas está escrita em alemão.
Mas um dia, como se fosse um presente, achei um livrinho do Dr. Otker (aquele mesmo, do fermento) de 1930. E ali fui visualizando todas as receitas da minha avó. Na realidade ela dava nome diferentes aos biscoitos, mas eram aqueles mesmos... Acho que o Senhor me mandou um presente, que ela pediu para ele me entregar: ela queria que eu continuasse a fazer os biscoitos.
Este ano mais uma vez, eu não vou conseguir fazer.
Mas o ano que vêm, vou ter quatro ajudantes e juntos vamos recomeçar o natal com cheiro de biscoitos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"De jeito nenhum!"

Os filhos crescem. Isto é um fato diário.
Só que parei prá observar que tem muito de nós, pais, neles...
Você já se deparou com aquele chilique do seu filho, ficou louca da vida e depois de 5 minutos, para e percebe que já viu aquilo em algum lugar: onde mesmo?
Sua própria imagem cuspida e (que nojo) escarrada.
A Mari, a caçulinha das meninas, está um terror!
Todo dia tem uma novidade: dia destes o Carlos foi abrir o portão da garagem e ela exclamou do nada: "de jeito nenhum que eu vou descer do carro e abrir o portão! Eu não vou entrar nesta casa!". (choro)
A mocinha agora tá com a mania de por a bundinha prá trás e rebolar quando falamos com ela, e não está nem aí... Tira sarro na cara dura!
Vai pegar o Nicolas quando eles estão fazendo arte: "Solte ele, o Nicas é meu amigo!"
Por conta do Nicas ela mandou a nossa ajudante, a Si, embora de casa. "Vai embora da minha casa, que não quero mais você aqui, não gosto mais de você!"
Dia desses o outro extremo: "Me leva agora, prá casa da "minha" Simone!"
O mama é imperativo: "Vai fazer agora o meu mama!" - "Mamãe, eu disse agora!"
Parece alguém que eu bem conheço!
Quem será?
A e não posso me esquecer das invenções: o Pedro pulou em cima da minha barriga, a Vi me "belicou", o Nicas que quebrou, o Pedro mudou o canal, a Vi não deixa eu brincar, etc, etc, etc.
Só posso dizer que apesar do stress ( e como sou tola, vez em quando),  estas coisas me deixam feliz: meus filhos me fazem rir!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Questão de Solidariedade

Acabou o ano.
Adeus ano velho, feliz ano novo!
Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: o que você fez por alguém este ano?
Respostas:
a-) Você ajudou um amigo?
b-) Você ajudou alguém de sua família?
c-) Ajudou um estranho?
d-) Não ajudou ninguém?
Pois é, tem muita gente que se identifica com a alternativa d...
Procuro ensinar para os meus filhos que os problemas sociais a nossa volta, não são unica e exclusivamente problema do governo, também temos responsabilidade para com o próximo.
É muito fácil fecharmos os nossos olhos e os de nossos filhos para a realidade, mas não é o mais sensato.
Infelizmente, a cada dia que passa as pessoas se tornam mais centralizadoras, a questão de "ter" e nunca "bastar" é uma problemática do mundo atual.
O Pedro quer um Nintendo DS. O "treco" custa uns R$ 800,00 contos.
Jogo interativo, tira foto, e um trilhão de recursos, que na cabeça de meu filho, valem a "bagatela".
Vou ser sincera: "adorooooo!" vídeo game, mas não acho que o mundo gire em torno do aparelhinho.
Segundo o meu filhote, ele já espera pelo DS há 2 anos... (O dó!!!) e não pode mais viver sem isso!
Aí, ficou decedido que fariamos uma "vaquinha" familiar, para que ele ganhasse o DS no natal.
Só isso, de TODOS!
Aceitou a oferta.
Mas esta semana, ele mudou de opinião: Fomos até uma chacrinha, e a cadelinha basset dos donos do imóvel, deu cria...
Estão vendendo os filhotinhos, e o Pê ficou xonado!!!
"Mãe me dá um cachorrinho?"
"Você troca o DS pelo cachorrinho? (hahaihihihihi, oiiiiiii!)
Depois de pensar uns 30 segundos, me surpreendi com a resposta: "Tá bom, pelo menos o cachorro é um ser vivo!"
Olhem isso!!!!!
Que coisa mais fofa....
Vamos fazer um mutirão aqui em casa e doaremos o que não está sendo mais usado (não estou falando de lixo, de coisas que você não quer e que ninguém vai querer tb), tô falando de coisas boas e que você não usa e que outras pessoas podem usar.
Brinquedos também estão na pauta, afinal eles têm tanto, não é verdade?
Na escola vai ter a campanha do porquinho de natal, para arrecadação em pró de crianças carentes aqui da cidade.
Na igreja tb têm o natal solidário.
Meus filhos estão aprendendo a dar e receber e a dar valor ao que eles já possuem.
Meus filhos estão aprendendo a não ter apego a bens materiais.
Estão aprendendo que o mais valioso é o ser humano.
Aprendendo que dar é bem melhor que receber!
E que ganhar uma coisa especial também é muito bom: o Bolt, o super-salsichão, vai ser muito bem recebido e fará parte de nossa família, e com certeza terá muito mais aventuras com o Pedro, do que o Nintendo DS.
E lembrem-se: não é apenas na época de natal que temos que fazer o bem: a solidariedade, o amor ao próximo pode e deve ser feita o ano todo: as pessoas ao seu redor, que precisam de você agradecem.
Ser solidário é legal!
Bj

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"A difícil arte de ir ao banheiro"

Ontem, domingo,foi dia de culto na igreja na qual somos membros: a Comunidade Carisma.
A pregação foi colocada com uma pergunta: Qual é o tamanho do seu Deus?, e tratou sobre a vida de Davi.
A palavra foi ótima, como sempre edificante, mas depois que acabou o culto e precisei ir ao banheiro, parei prá pensar em uma parte, digamos, engraçada da pregação: Davi estava sendo perseguido por Saul, que queria matá-lo.
Fugindo desta perseguição Davi formou um exército de 400 homens foragidos da "justiça".
Eis que eles estavam escondidos em uma caverna, e alguém adentrou no recinto: o próprio rei Saul, porém não porque tinha pressentido a presença de Davi.
Nananinanão, Saul se apartou de toda a sua vestimenta real e pos-se a "obrar".
Literalmente, (e como disse o meu pastor, o Anésio), estava aliviando e nem sabia que uma platéia assistia ao espetáculo.
Pois é, nessas horas ninguém gosta de platéia, e eu não sou exceção a regra.
Mas, eu e todas as mães do planeta, sabem a dificuldade de podermos ir tranqüilamente ao banheiro...
Não têm uma vez se quer, que vou ao sanitário e na hora que começo a relaxar: "MÃEEEEEEEEEE!!!" - Pedro e Vi chamando, Nicolas abre um berreiro, Nicolas bate na porta do banheiro, Vi meche na fechadura, Mari pergunta "Mamãe cadê você?" e quase arrebenta a porta ... e isto apenas naqueles 10, 15 minutinhos que você precisa de um pouco de privacidade.
Privacidade?
Alguém pode me dizer que palavra é esta no dicionário das mães?
Se você já começou a comer o resto do prato do seu filho, tomar no copinho dele, assistir incansávelmente a um mesmo desenho da Disney, ser interrompido quando você está teclando, ser interrompido quando está falando no telefone, se não consegue ler a primeira página de um livro, lamento te informar:
o próximo passo com certeza é segurar a vontade até não sei que horas, esperar as crianças dormirem para ir sossegadamente ao toalete, acompanhada da revista de sua preferência e rezar prá não ser interrompida: pelo seu marido!Ou de não ser acometida por uma hemorróida, já que ler no banheiro não faz bem à saúde! (pergunte para o seu médico)
 

domingo, 21 de novembro de 2010

"A primeira dor de cotovelo agente nunca esquece"

Sexta-feira a noite toda a família bodiada. Eu numa podridão (eta semana corrida).
Fui buscar a Vi na casa de uma amiguinha e avisei para o Pedro (que foi comigo buscar a irmã) chegando em casa "BANHO!".
O Carlos estava na frente de casa com o Nicolas, parei o carro pro Pedro entrar, e fui levar a Ana (amiga da Vi), até a casa dela (um pouco a frente da minha).
Estava eu de papo com a Fran (mãe da Ana) e o Pedro correndo pela calçada.
De repente só vejo ele rolando a calçada e dando uma cacetada de ponta de cotovelo (aaaaaiiiiiiiiiii!!!), fiquei estática e ele rolando de dor.
Meu marido e minha amiga sairam prá socorre-lo eu com o Nicolas no colo.
Levamos ele prá dentro da casa da Fran e eu que nem barata tonta.
Quebrou? Aparentemente não, mas por via das dúvidas é melhor ir ao médico.
Agora de noite? Nem pensar, vamos esperar até amanhã e ver se melhora...
No dia seguinte a melodia que ressoava pela casa era "AI MEU BRAÇO!"
Vou contar uma coisa prá vocês: morar no interior as vezes é uma merda!!!
Nosso plano de saúde é a Sul América, que é aceita nos hospitais top-top de SP, mas por aqui, não serve nem como papel higiênico.
Ai, corre prá Santa Casa, que de santa não tem nada, parece um hospício.
Agora tem uma nova regra: chegando lá se você não tem cartão do SUS, você não é atendido, ou seja, o SUS virou plano de saúde: se você tem a droga do cartão é atendido, se não tem passe bem! (mal, longe de lá).
"Tem ortopedista?" pergunto eu pra atendente - (que foi super simpática, de verdade) - e ela me responde como se já estivesse acostumada com a situação - "Não, só clinico geral, mas ele examina o menino!".
A tá! Prá que servem mesmo as especialidades médicas?
A gota da água foi o petit de um (bêbado, drogado ou louquinho mesmo) sei lá o que, mas o enfermeiro jogou ele prá cima de onde eu e o Pê estávamos sentados. Ele bradava: "vou pegar minha arma!!!" e o enfermeiro: "o sr vai se acalmar????" - dando uma chave de pescoço no sujeito - e só deu tempo de olhar pros olhos esbugalhados do meu filho que me disse em tom de misericórdia: "mãe, tô com medo de ficar aqui!".
Puxamos literalmente o carro, eu e filhote.
Não teve jeito mesmo: viemos pra SP,  no São Luiz (era o mais perto).
Gente: até de sábado agora tem trânsito?
Fala sério, ninguém merece... Eu bufava dentro do carro.
Quando olhei ao meu redor no hospital, quase tive uma síncope: LOTADO!!!
Orei a Deus, e clamei por paciência!
Mas pela benção do Senhor, o Pê até que foi chamado bem rápido.
Depois de mais 30 minutos aguardando por uma radiografia, o médico concluiu que fratura de criança pode demorar até 48 horas para aparecer, então como o braço dele estava inchado: engessa!
A glória na vida do Pedro! Quando ele saiu de dentro do setor de atendimento e viu o pai, ele não se conteve: "Não falei que ia engessar?!!!" Todo mundo que estava esperando por atendimento começou a rir. Que felicidade por um braço engessado!
A mente dele viajava: tudo na mãozinha, não ir a escola, ficar o dia inteiro vendo tv, mamãe e papai vão dar banho em mim!
Até que a bruxa má da mamãe, acabou com a "dolce vita" do doentinho: " Pedro você machucou o braço esquerdo e pelo que eu me lembre, você não é canhoto!" (cara de frustração)
"Mãe, mas eu não posso fazer esforço!"
"Haha,pode sim!"
Poucas horas depois da felicidade pelo braço engessado, começou a irritação: é pesado, coça, tá quente, não dá prá dormir...
É, nem tudo é festa em se tratando de dor de cotovelo...
O Pedro que o diga!!!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Rotina

Acordo. Na realidade abro os olhos. Os olhos do Nico nos meus "mama, mama". Ajeito ele nos braços e dou o peito. Ele mama despreocupado, seguro por saber que estou ali. São 6:30 da manhã.
As 7:00, Maricucha espevitada, começa a bradar " quero mamazinho, mamazinho!".
Eu dando o peito prá um, e tenho que fazer o mama da outra.
Nenhuma das ajudantes chegou, e a hora passando.
Esta noite dormimos eu, Pedro e Nicolas (no meu quarto) e o Carlos com as meninas.
A Vi, acorda e pula pra minha cama. Me fala pela milésima vez, dos dentes que estão moles. "Eu sei filha, a hora que for prá cair, vai cair..." Bocejo.
Cadê as ajudantes? Preciso de café.
Prá fazer xixi vou com Nicolas pro banheiro. Nicolas quer ficar no colo, chora.
Mari quer o mamazinho.
Ajudantes chegam: "Boa Tarde!"
Sinto o cheiro de café, e o humor começa a mudar.
Faz a lição de casa com as crianças, começo a trabalhar (embala sabonete, fecha saquinho de tecido, faz laço de fita), tira Mari de perto da tesoura, põe filhos prá almoçar, leva filhos prá escola.
Engole a comida, volta a trabalhar e espera a mãe chegar.
Mãe chega e avisa que não vai demorar ( a outra filha, vulgo minha irmã, pegou uma encomenda de bolo de aniversário: sem ovos, sem farinha e sem açúcar. Pois mel na massa, ficou ótimo. Tem que fazer uma cobertura de ameixa, receita da vó. Tem que entregar o bolo na Vl. Madalena. Então, leva a filha.)
E fica filha, que busca os filhos na escola, tem que fazer janta e brigou com o marido por causa das contas.
 Esta é minha antológia poética.  

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Tempo e a espera

Odeio esperar. Tem pessoas que podem achar que porque meu signo é áries com ascendente em touro, seja a explicação.
Como não sou chegada no zodíaco já tem um tempo - (respeito quem acredita e tenho um primo queridíssimo que é astrólogo) - mas, acho, que não trata-se de influência dos astros.
Esperamos prá nascer, esperamos prá andar, falar, fazer cocô na privada, comer de garfo, ler... Esperamos prá crescer, menstruar, dar o primeiro beijo, ter o primeiro namorado, ter a primeira transa, casar, ter filhos...
Depois nascem os filhos e esperamos eles crescerem e tem hora que isto causa um baita sofrimento.
Tenho pressa. Tenho urgência de algumas coisas.
Mas a medida que vejo o Pedro crescendo, aprendendo a fazer contas de divisão; A Victoria pintando as unhas com os esmaltes mais inusitados e querendo ir ao show do Luan Santana (guenta!!!!); a Maria Clara falando difícil, como se entendesse os problemas de "gente grande" e o Nicolas que começou a andar e  a conquistar o mundo com os próprios pezinhos , tenho medo...
Medo de perder tempo, de perceber que essa urgência, acelera os passos de pequenos detalhes que enlaçam o nosso cotidiano.
A simplicidade de viver os pequenos gestos é sufocada pela urgência do dia a dia.
Agora prefiro esperar: ver os dentes dos pequenos caindo lentamente, cada gargalhada, cada lágrima, cada sorriso roubado, cada rolar no tapete.
Quero os cabelos nos meus dedos, os beijos melecados e as vozes alucinadas gritando "mamãe, mamãe, mamãe", como se não houvesse nenhuma outra palavra pra ser dita.
Tudo isso para dizer que o tempo não espera... e não perdoa. Passa e quando percebemos: já passou e então perdemos o que não sabemos esperar: viver a vida!

domingo, 14 de novembro de 2010

Um dia prá "não" esquecer!

Mais um domingo bodiado.
Hoje o meu relógio biológico não estava muito regrado. Acordei e parecia que tinha tomado uma garrafa de Whisky, mas não sou dessas faz tempo... então não podia ser a bebida.
 É isso: tô com ressaca de TPM!
Fui pra casa da sogra e quando olhei no relógio 10:20 am (prá mim, de madrugada) e eu zanzando. Chegando lá só deu tempo prá duas coisas: conferir os filhotes, em especial a Maricucha,( pois esta noite foi a primeira vez que ela dormiu fora de casa e por decisão própria: queria acompanhar os irmãos e os tios que vieram de SP, prá passar o feriado. Balada sem papai e mamãe.) e tomar um café.
ACORDA MENINA!
Depois de filosofar sobre a vida com o Dú (meu cunhado), fomos decidir o que fariamos no almoço. Decidimos por panquecas e fomos ao mercado: eu, mosi e quarteto fantástico. Fomos com o cartão de crédito do sogro, e chegando no carro repeti a senha pro Carlos.
Beleza... Beleza nada!
Quase uma hora depois e a beira de um colapso nervoso - (decidi que não vou mais ao mercado com as crianças - e agora é prá valer!) - gente: eu achava que era consumista, mas  as crianças tem  poder de consumo instantâneo para bobagens, superfulos e afins, que não é mole não!
As filas do caixa estavam enormes, e aí fui pro caixa preferencial e diga-se ( idosos, gestantes, deficientes  físicos e "mulheres com crianças de colo") e eu estava com o Nicolas, então pode-se concluir que eu poderia usar o caixa preferencial.
Nisto encosta um "idoso" e pergunta: "É caixa especial?" (mais afirmando e mandando eu me mancar, do que perguntando), mas afinal de contas: eu posso ou não exercer o direito de usar o caixa preferencial, se tenho uma criança de colo?
Vai prá pqp...
Aí a fila começou a engrossar, só que na hora de pagar, passa o cartão: "Nê, qual é a senha?"
Resposta imediata: "Ué, você não guardou? não marcou porque?"
Porque falei a XXXXX da senha prá ele...
Aí os idosos da fila já começaram a criar um motim no caixa: " O que está acontecendo? Vai demorar? Não passou o cartão por que?"
A mocinha do caixa toda educada: " Se a senhora não for pagar agora eu vou ter que fechar o caixa..." (velhinhos em pânico com olhos esbugalhados)
Celular (prá variar) descarregado: "Moça onde tem um orelhão?" (velhinhos em desespero!)
"Na frente do Fórum"
Mosi, muito inteligente, pediu prá usar o telefone do mercado. Estava quase sendo assassinada, quando ouvi a voz da minha salvação: "É XXXXXX"
Pronto: velhinhos sob controle.
Mas o pior ainda estava por vir...
Fomos comprar vinho (aliás, recomendo, um vinho espanhol chamado Entorno - mmmmmuito bom!!!!), e aí a Mari desceu comigo.
Peguei o vinho e comecei a conversar com a moça do caixa, que perguntava das crianças, e se eu tinha gostado do vinho, e bibibibobobo... Paguei e fui embora.
Entrei no carro acondicionei as garrafas.
Aí, Carlos, como quem não quer nada, perguntou: "Você não esqueceu nada?"
Falei que não, olhei no bolso, tava com o cartão... Ele começou a rir... Olhei pra porta do empório, e a minha filha estava lá com o pessoal que trabalha no local.
Todo mundo rindo, inclusive os clientes que estavam por ali.
Pois, é esqueci a minha filha!
Minha mãe, depois de comer o meu fígado, ( onde já se viu uma coisa dessas!), me perguntou: você não vai ter coragem de contar isto para os outros, né?
Então minha gente, é isso, contei: afinal, mãe também comete erros. (e quantos)
Mãe também é humana, apesar de se achar super-heroína...(quem nunca perdeu um filho no supermercado, que atire a primeira pedra)
O dia que não vou esquecer, porque esqueci a minha filha!


                                                  Mãe: Abra os olhos!!!! Tô aqui!!!!!!
 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O dia que cometi um assassinato...

Pois é, mais um dia na casa da "grande família".

Seria um dia como tantos outros: Pê e Vi brigando ( o Pedro cortou o fio de um microfone -que não funcionava- e a Victoria teve um ataque de nervos, porque não podia "viver" sem o utensílio) , Vi com infecção intestinal (não posso esquecer de comprar o sabonete Lifebuoy - O Único Sabonete com Active 5, mais Proteção Contra Bactérias - KKKKKKKKKK.), a Mari parecendo um cabrito (não para de pular um minutinho sequer) e o Nicas tadinho, com um monte de cabelo caindo nos olhos: a cabeleira estava cumprida mesmo!


Como sou uma boa samaritana, ops!!!, mãe, resolvi acabar com o sofrimento do meu filhote, afinal, a minha coleção de tesouras para costura também possui mil e uma utilidades, e aí:  Simone segurando de um lado; Eliara segurando de outro e eu "habilidosamente" manejando a tesoura.


O moleque berrava, mas quanto mais ele chorava, mais eu acreditava que estava fazendo um bem aos olhos dele...


O Nicolas passa muito bem, obrigada, mas eu não coloquei um pinico na cabeça do menino, desculpem, o palavreado, mas eu caguei na cabeça do meu filho. (e sentei em cima)


Ainda bem que ele é criança, não tem (ainda) nenhuma noção de estética, imagina se alguém fizesse isso na minha cabeça?


Eu iria morrer: de ódio, claro!


Ao final, cheguei a uma sábia conclusão: não levo nenhum jeito para ser cabeleireira e graças a Deus  o cabelo pode  crescer até 2 cm por mês.


Sem ter nenhum compreendimento o Nicolas agradece! 








                                           Olha a navalhada!
                                            Loiro natural, lindo!!!!
                                                     Sem noção do crime cometido: o assassinato da franja!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Nicolas, Maricucha e Rayane com os cavalinhos

Olá...
Depois do assunto pesado de ontem, achei melhor postar algo mais leve.
Hoje as imagens vão falar mais que mil palavras.
Vejam as fotos da nossa tarde na casa da Si.

                                           Rayane toda prosa montada no cavalo

                                           Maridão e Maricucha desconfiada... esse bicho é muito grande!

                                           Nicas no colo do vovô Arthur

                                          Nicas adora os cavalinhos mas na hora de "montar", ai-ai-ai, que medo!                                        

                                          A Mari... olha que linda, e o mosi...

Então é isso, bj pro cêis.

Distúrbio de Ansiedade

Hoje foi um dia um pouco difícil prá mim. Estou me sentindo mal até pra postar, mas uma sensação de responsabilidade para com o próximo está sendo maior que o meu desconforto.

Quando eu era criança passei por muitas coisas, que eram identificadas como frescuras ou até mesmo fatores espirituais. (É menos sofrível pensar assim, por que em tese é mais "fácil" resolver o problema - uma benzida, uma oração, uma "macumba", e tâ tudo certo!)

As palavras psicologia e psiquiatria designavam pessoas insanas ou método de ajuda para gente louca, "pinel" (Que deriva do nome Dr.Phillippe Pinel, há mais de duzentos anos).

Então toda e qualquer família "bem conceituada", jamais poderia dispor destes serviços, a não ser para varrer a "sujeira" para baixo do tapete,  e só a muito pouco tempo, em torno de vinte anos, é que estas palavras começaram a ganhar um novo conceito.

A verdade é que as pessoas cujo o comportamento não se enquadravam nos padrões morais / éticos, tidos como aceitáveis (socialmente falando), eram tachadas de desequilibradas.

Descobri aos 33 anos, depois de ter sofrido muito com as minhas crises, que tenho  Distúrbio de Ansiedade, e que ele se manifesta de várias formas:  no meu caso criei uma neurose sobre doenças e contaminação. O auge do meu "surto" se deu com a epidemia de Gripe Suína e eu estava grávida de 7 meses do Nicolas. Só Deus sabe como me senti fragilizada.

Este distúrbio pode ser hereditário e hoje,  isto foi constatado na vida do meu filho.

Apesar da angustia, sei que o Pê, vai ficar bem, pois será tratado no começo da crise e não vai sofrer os horrores que eu sofri, pois eu e meu marido conseguimos identificar que algo não ia bem com ele.

O que faço é um apelo aos pais, para que não julguem seus filhos, rotulando-os de frescos, mimados, intransigentes, que tem "manias", mas que parem para pensar se ele está bem.

Hoje eu consigo refletir sobre o que minha terapeuta me falava e o que a psiquiatra já endossou: O problema não é a vida, mas a sensibilidade com que a pessoa lida com o que está a sua volta. Hoje tenho uma percepção disto, ainda não tão clara, mas tenho.

Então, pessoal é isso: esse mundo que gira em uma velocidade absurda, a todo momento se depara com pessoas que querem andar um pouco mais vagarosamente, e simplesmente viverem e serem felizes.

Eu e o Pedro somos pessoas especiais:  somos sensíveis e amamos com intensidade.

Amar, isso sim é maluquice, só que ainda não inventaram o hospício para o amor!

Que o diga Machado de Assis!

Se você quiser saber um pouquinho mais sobre o assunto:

 http://www.scielo.br/sciel

sábado, 6 de novembro de 2010

Festa da Cultura

Sábado começou com um baita toró. 
Agora tá um solão... Podia ter sido um dia lindo, o dia todo, mas, como diz a música da Marisa Monte, O Rio: "...Que vai chover quando o sol se cansar,Para que flores não faltem jamais..." . 
A chuva é um bem necessário (as vezes lava até a alma)!
Enfim, deixando a chuva de lado, hoje foi a Festa da Cultura na escola das crianças, e os meus dois filhos mais velhos: Pedro e Victoria iriam se apresentar.
O Pedro faria uma dança de tradição indígena, baseado no projeto do 3º Bimestre e a Vi a peça de teatro do livro Loló Barnabé da Ruth Rocha (ótimo por sinal!).
Pedro, como sempre, nas últimas festas da escola, não quis se apresentar.
Está em uma fase de contestação absurda: Não quer tomar banho, não quer escovar os dentes, não penteia o cabelo, se almoça não janta, se janta não almoça, não faz lição de casa, ninguém o entende, ninguém o escuta, ninguém o ama, ninguém o quer.
Como a apresentação iria ser de sunga (e onde já se viu ficar "sem roupa, pelado" na escola, "não, não vou de jeito nenhum, pode me matar!!!!"- novamente DRAMA). Foi tudo prá cucuia. Tudo está intenso demais para ele.
A Vi, toda preocupada com o seu desempenho, fez o papel da Brisa (uma das). 
A classe dela tem 23 alunos e o livro foi dividido em atos, para que todos os alunos participassem.
Foi uma graça!!!! Todos os pais babando inclusive, eu, óbvio.
Chispita arrasou!!! ("Deu um frio na barriga, papai!" - o comentário dela)
Depois fui dar "oi" pra todos os conhecidos, (para quem deu prá falar) e já aproveitei prá falar dos Blogs, claro!
Todo mundo me faz a mesma pergunta: "Como é que você ainda consegue tempo prá isso?" Sinceramente, people, eu não sei!
Até os meus cachorros estão carentes e olha que eu dou atenção pra todo mundo, viu!!!
Mas postando eu me sinto bem... Falo o que tenho vontade, o que sinto e depois fico feliz.
Tem mulheres que não tem a mesma quantidade de filhos que eu, e sentem a mesma pressão. Não importa se você tem 1 ou 5, ter filho ou filhos é a mesma coisa. 
Por isso este Blog é bem democrático: Conto do meu dia, dia como mãe de 4, mas sei que mães de 1, podem se sentir tão esgotadas quanto eu ...
O trabalho é o mesmo!
E por falar nisso, ( eu disse prá ela que iria postar e ela me prometeu fotos!) tenho uma amiga a Jaque, que acabou de ganhar gêmeos: o Renan e a (minha xará) Daniela; só que tem um detalhe: ela já era mamãe da Lívia (7 anos), Bia (3 anos - se não me engano) e da Camilinha (2 anos), ou seja, ela tem 5 filhos, 1 a mais que eu! 
O fato, é que hoje, rachei o bico com ela: como eles ainda não compraram um carro que acomode a família inteira, ela está colocando as duas maiores no porta mala, quando também precisa sair com os bebês...
Gente, eu falo, não é mole não...Olha em cada roubada que agente se mete...
É por isso, que em coração e carro de mãe, sempre cabe mais um!
Sábio dito popular! 
P.S. - Depois posto a filmagem da apresentação das crianças. Viu Fran!!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Mãe: Como nascem os potrinhos?"



Hoje eu iria a SP, mas não rolou.

Esta noite a Mari resolveu fazer serão da madrugada novamente, já viram tudo né?

Pela não ocorrência de fatos de maior relevância (até este momento), a postagem deste dia é dedicada a curiosidade infantil.

A Vi na terça feira de feriado, no sítio da Simone, (também conhecida como SI), encasquetou como nasciam os cavalos. "Por onde eles saem mamãe?".

Eu mais rápida que o "Speed Racer", respondi: "Pelo fiofó da égua!". Silêncio.

Não havia respondido nada. O rostinho dela me dizia isto. "E, aí?"

Mas acho que os adultos presentes ( eu, marido e sogro - que não sei se ouviu porque é meio surdo) devem ter imaginado a cena, que apesar de ser um acontecimento natural, um milagre de Deus e nós também passarmos por ele, convenhamos: não deixa de ser "nojentinho".

Hoje fiquei procurando videos no Youtube a respeito do assunto.

Virei perita em "parto" de potros.

Globo Rural ficou no chinelo, se bem que eu tenho que admitir que em dados momentos fechei meus olhos e sofri junto com as éguas (futuras mamães).

Sejam animais racionais ou irracionais: "ser" mãe é literalmente passar pelo ritual da dor!

Sigmund Freud explica isso? Será que isso tem haver com a libido? Francamente não tenho a menor idéia.




Os homens que me desculpem, mas seja uma cesariana (eu que o diga, como vomitei no meu último parto, por conta da anestesia) ou um parto normal, a experiência mais marcante da vida da mulher, dói!

Quer saber o consolo: olhar aquele rostinho amassado, esbranquiçado por conta da vernix, e saber que naquele momento você tem um FILHO! Um pedaço de você!

Será que a égua tem o mesmo consolo? Espero que sim!

Bom vídeo ! 
http://www.youtube.com/watch?v=CjJe1nzq6xQ&feature=related


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Chispita?!!!

Ter um monte de filhos é um desafio. Não apenas pelo aporte financeiro (que é um sufoco), mas pelo emaranhado de perfis. Cada um é de um jeito, isto é óbvio, afinal como diz o dito popular: o que seria do azul se não fosse o vermelho... e assim lidamos com as diferenças no dia a dia.
Mas tem hora que é complicado lhe dar com esse conglomerado de personalidades, e hoje foi um desses dias.
A Victoria é igualzinha a mim, quando eu era criança. (ela não pode saber disso, até completar a maioridade,rsrsrs)
Vocês lembram da Chispita?
Esse era o meu apelido. Sacaram?
Eu me metia em tudo, qualquer assunto, não tinha limites. (e até hoje sou assim, mas hoje me defino como militante, não como enxerida). A minha filha é o meu Scanner.
Ela incorporou a mãe da casa.
Tomou a "atitude" e foi resolver o "problema" da maneira dela.
O assunto era muito delicado: o sumiço dos pirulitos, que o Pedro havia ganho na festa de Halloween da escola.
Detalhe: ontem eles vieram da escola com uma coleguinha e esqueceram a bolsa da escola, no carro dos pais dela. Hoje ela veio entregar as bolsas, e cadê os pirulitos? (DRAMA).
Só que os dois não vieram falar comigo, não me contaram nada sobre o "ocorrido".
A Victoria entrou no meu orkut e simplesmente mandou uma mensagem pra mãe da menina. Mereço?!!!!
Pois, é a Chispita volta a contra-atacar! (encarnada na Vi)
Como diz a Mari: "Titi, titi!"
Quando a menina veio entregar as mochilas, eu perguntei prá ela se tinha visto os pirulitos ( rindo da situação, óbvio) e ela me disse que não, que as bolsas tinham ficado no carro da mãe dela.
Mas criança é criança, e já viu tudo.
O pirulito tomou dimensões gigantescas, e melecou geral!
A mãe da menina veio falar prá Vi, que ninguém mecheu na bolsa do Pedro, e a Vi ficou lá com aquela cara de dois de paus... Eu só assisti.
Moral da história: Nunca se meta com um pirulito!
P.S: ainda não sabemos que fim eles levaram...

 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Que Noite!

Esta noite foi a primeira noite do Nicolas (o caçulas), no quarto com os irmãos.
Ele está com 1 ano e 1 mês, e achei que já era hora dele se juntar aos irmãos.
Bom, achei que ia ter uma noite daquelas! Que ele iria acordar prá ir pro meu quarto e ficaria relutante em se separar. As horas passaram e fiquei esperando pelo choro dele... Quando finalmente, eu decidi parar de esperar pelo "petit" do menino, me ajeitei na cama e pensei "agora vai", a Mari (MariaClara), a terceira de 2 anos e 7 meses, resolveu que era hora de acordar: "Mamãe quero nanazinho!", e aí começou a festa. Ela não parava, e pensei "vai acordar o Nicolas",  mas os únicos réus éramos eu e meu marido que não conseguimos, por mais uma noite, dormir aquele soninho...
Moral da história: meu marido levantou prá ir trabalhar cambaleando, o Nicolas acordou por volta das 6:00 - (chorando, porque queria mamar e ainda o amamento), e eu parecendo um zumbi.
Não rolou nenhum trauma na vida do Nico, o fato de ele não estar mais no meu quarto: a neura da separação não era dele: era minha! Como é que eu iria ficar vigiando o soninho dele e ver se estava tudo bem?
E viva a maternidade.

Um blog para os pais

Eu sei que existem vários blogs sobre pais, pais e filhos e educação de crianças.
Sei que o sonho de consumo de muitos pais, era que a Super Nany batesse na porta de suas casas e dissesse: "Está tudo certo agora, as crianças vão ficar ótimas", aí você olha pra sua sala (aquela zona), seu quarto (idem), o banheiro (Hiroshima é ali), e surpresa: BEM VINDO AO SEU LAR!!!!
Sou mais uma mãe.
Uma mãe que quer dividir com você todas as maravilhas e "neuras" da maternidade (ou paternidade).
Se você é como eu: "fã" da ala de emergência infantil em qualquer hospital, não tem tempo prá namorar com seu marido (ou esposa), acorda às 5:00 da manhã para fazer "mamazinho" e algumas vezes na semana  participa de Waves - (detalhe: sem bebida alcoólica e musiquinha de balada) - mas com o choro ou manha incansável do seu filhote: bem vindo ao clube!
Este blog é prá você!  
Daniela Nunes